quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Encruzilhada


Hoje é dia de reflexão. É dia de fazer contas aos passos que dei, aos caminhos que percorri nestes 34 anos de vida. Nestes longos mas tão curtos anos que vivi, por vezes fiz escolhas, noutras fui encaminhado por outras vontades que não a minha e aqui vim parar. Vim dar a este momento, a esta encruzilhada no meio do nada, depois de tanta coisa que vi e senti. Sinto-me num caminho que vai ardendo atrás de mim, deixando apenas cinzas sem tradução nem significado. Com uma leve brisa, tudo esvoaça, levanta-se no ar numa bruma meio esbranquiçada que me turva os sentidos para depois desaparecer. À minha volta fica tudo limpo outra vez. Limpo, mas vazio. Um vazio angustioso.

Sento-me bem no meio desta encruzilhada, fecho os olhos e reflicto para perceber por onde andei, para achar uma razão. Reflicto na esperança de conseguir decidir, desta vez, o melhor caminho a seguir. Para que o caminho atrás de mim não se incinere e se transforme uma vez mais em pó e em nada.

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