quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Ainda a propósito de mudança




Há uns anos atrás li um livrinho que se chamava "who moved my cheese" que em português foi traduzido para algo parecido com "Quem mexeu no meu queijo".

Trata-se de uma feliz história de dois ratinhos (e duas minimini pessoas) num labirinto em busca do seu queijo....seu, deles, é claro. Mas cada um de nós tem o seu labirinto-vida e o seu queijo-objecto/objectivo-de-vida. Cada um tinha uma forma diferente de encarar a necessidade de explorar e mudar.

Se bem me lembro, na altura da sua leitura, tirei algumas lições de sobrevivência em ambientes labirinticos. Para além das principais conclusões que tirei, consegui ainda encher a minha secretária com largas dezenas de pequenas lições diárias de partes dessa aventura que vinham num calendário que me ofereceram (tal foi o entusiasmo com que recomendava esse pequeno livro a quem eu achava que ainda não tinha visto a mudança como quem vê o labirinto por cima, e não por dentro).

É pena a minha memória não conseguir gravar de forma indelével pelo menos metade das lições que aprendo neste labirinto. Talvez já tratasse a mudança por tu. Talvez o meu sorriso fosse outro e as rugas de expressão que me começam a caracterizar fossem mais visíveis junto aos lábios e não tanto na testa e entre os olhos. Talvez fosse um sorriso mais genuíno e menos conformista.

Encaramos sempre a mudança como um jogo de trapézio com alguém do outro lado em quem não confiamos, como algo que nos fará perder o chão que nos suporta e a toda a pesada bagagem do passado. Procuramos mudanças com certezas, que não nos façam deambular à procura de um caminho aberto e possível. Queremos um GPS actualizado com todos os becos sem saída e sem queijo, de forma a evitá-los e a não perder tempo nesta vida que julgamos tão longa e certa. Queremos ir de Queijo em Queijo sem nos apercebermos que é na procura que matamos a fome da nossa essência e razão de ser. O queijo deve servir como combustível para nos movermos nos meandros deste labirinto de 3 dias e não como objectivo em si.

Bom, escrevi muita coisa e não disse nada. Talvez noutro dia a coisa possa fazer mais sentido. Outro dia, outras coisas, outrta forma de ver e viver a vida.


2 comentários:

Anónimo disse...

o rapaz escreve bem...quem diria!
Mas ainda gostei mais dos ratinhos...hi hi

Anónimo disse...

cada um procura o seu queijo...mas muitos passam pelo queijo sem terem coragem de o pegar... pega no teu queijo
(é verdade...tens um sorriso lindo)

Pipas